Intestino preso em Belo Horizonte: descobrir o tipo de constipação para tratar de verdade

Intestino preso mesmo com fibras e água? Conheça os tipos de constipação, os exames (tempo de trânsito e manometria) e o tratamento em Belo Horizonte.

Revisado por Dra. Luciana Matoso, CRM-MG 63515 | RQE 53135 · Última revisão em 23/09/2026

Intestino preso, ou constipação, não é só evacuar pouco: inclui esforço, fezes endurecidas, sensação de evacuação incompleta e necessidade de manobras para evacuar. Existem três tipos principais, com trânsito normal, com trânsito lento e com dificuldade na saída das fezes (dissinergia), e cada um tem tratamento diferente. Em Belo Horizonte, a Dra. Luciana Matoso, com pós-graduação em distúrbios intestinais e manometria pelo Hospital Israelita Albert Einstein, investiga o tipo de constipação com exames no consultório e trata a causa, reduzindo a dependência de laxantes.

Já tentou de tudo e o intestino continua preso?

Mais fibras, mais água, chás, sementes, mamão, ameixa. Vários laxantes. E o intestino ainda exige força, dá a sensação de que não esvaziou e deixa a barriga pesada por dias. O intestino preso é extremamente comum, mas não é um problema simples. Existem tipos diferentes de constipação, com causas diferentes. Por isso a mesma orientação funciona para uma pessoa e não faz efeito nenhum para outra.

O que é, de fato, intestino preso

Pelos critérios de Roma IV, a constipação funcional é definida pela presença, por pelo menos três meses, de dois ou mais destes sinais:

  • Esforço excessivo para evacuar.
  • Fezes endurecidas ou em bolinhas.
  • Sensação de evacuação incompleta.
  • Sensação de bloqueio na saída.
  • Manobras manuais para conseguir evacuar.
  • Menos de três evacuações por semana.

Ou seja, é possível evacuar todos os dias e, ainda assim, ter constipação.

Os três tipos de constipação

Com trânsito normal

O intestino funciona em velocidade adequada, mas há percepção de dificuldade e desconforto. Muito associada à síndrome do intestino irritável com constipação.

Com trânsito lento

O cólon se movimenta devagar, as fezes perdem água e endurecem. Pode estar ligada a alterações da motilidade, ao IMO, a medicamentos e a doenças metabólicas.

Distúrbio evacuatório (dissinergia)

O intestino funciona, mas a saída está travada: no momento de evacuar, os músculos que deveriam relaxar se contraem. É frequente, pouco diagnosticado, especialmente em mulheres, e não responde bem a laxantes. Saiba mais em dissinergia evacuatória.

Causas e fatores associados

  • Pouca fibra e pouca água, relevantes, mas raramente a única causa nos casos crônicos.
  • Sedentarismo.
  • Medicamentos: opioides, alguns antidepressivos, anti-hipertensivos, ferro, cálcio, antiácidos com alumínio.
  • Hipotireoidismo, diabetes e alterações do cálcio.
  • Gestação, partos e hormônios: a progesterona lentifica o intestino e o parto pode afetar o assoalho pélvico.
  • Segurar a vontade de evacuar por rotina ou desconforto com banheiros fora de casa.
  • Fatores emocionais e histórico de traumas, que interferem na coordenação pélvica.

Procure avaliação com prioridade se a constipação surgiu recentemente após os 45 a 50 anos, ou se houver sangue nas fezes, anemia, perda de peso, mudança recente no calibre das fezes ou histórico familiar de câncer colorretal. Nesses casos, a colonoscopia faz parte da investigação.

Como é a investigação

A consulta revisa hábitos, alimentação, medicamentos, gestações e partos, e os tratamentos já tentados. O exame físico inclui, quando indicado, a avaliação proctológica, com cuidado e privacidade. A investigação clínica aprofundada considera:

  • Histórico clínico: duração, padrão das fezes pela escala de Bristol e tratamentos anteriores.
  • Exames hormonais e laboratoriais: TSH e T4 livre, cálcio, glicemia e hemograma.
  • Fatores metabólicos: diabetes e sobrepeso.
  • Sono: privação de sono desregula o ritmo intestinal.
  • Saúde mental: ansiedade e depressão influenciam a motilidade e a coordenação pélvica.
  • Uso de medicamentos: revisão completa de fármacos constipantes.
  • Estilo de vida: atividade física, hidratação, postura no vaso e horários.
  • Relacionamento: dor nas relações sexuais pode acompanhar disfunções do assoalho pélvico.

Os exames funcionais realizados no consultório em Belo Horizonte são o tempo de trânsito intestinal, a manometria anorretal e o teste respiratório para IMO.

Tratamento

Medidas de base para todos

Fibras em quantidade adequada, com preferência por fibras solúveis como o psyllium; hidratação; atividade física; rotina de ir ao banheiro após as refeições, aproveitando o reflexo natural do intestino; e postura adequada, com apoio para os pés elevando os joelhos.

Tratamento conforme o tipo

TipoTratamento principal
Trânsito normalFibras solúveis, laxantes osmóticos, abordagem da SII
Trânsito lentoLaxantes osmóticos, secretagogos, procinéticos, tratamento do IMO
DissinergiaFisioterapia pélvica com biofeedback
Causa secundáriaAjuste de medicamentos, tratamento de tireoide ou diabetes

Laxantes: o que você precisa saber

Laxantes são úteis quando bem indicados. O problema é o uso por conta própria e prolongado, principalmente dos estimulantes, sem saber o tipo de constipação. Isso pode mascarar uma dissinergia, causar cólicas, alterar sais minerais no sangue e gerar a sensação de que o intestino não funciona sem ajuda. A transição para um tratamento direcionado deve ser feita com orientação, e não com suspensão abrupta.

Limitações e expectativas

A melhora costuma ser progressiva. Na dissinergia, a fisioterapia leva algumas semanas, e o ganho se mantém. No trânsito lento, o ajuste de medicamentos é gradual até encontrar a combinação que funciona com o menor número de remédios. A constipação crônica também se associa a hemorroidas, fissuras, distensão e piora do humor, e tratá-la é uma questão de qualidade de vida.

Intestino preso e medicamentos de uso contínuo

Com o passar dos anos, é comum acumular medicamentos: para pressão, dor, sono, humor, alergia, suplementos de ferro e cálcio. Muitos deles deixam o intestino mais lento, e o efeito se soma. Em idosos e em quem usa vários remédios, a revisão cuidadosa da lista, sempre em conjunto com os médicos que prescreveram, pode melhorar a constipação sem acrescentar nenhum novo medicamento. Essa revisão faz parte da primeira consulta.

Quando pensar em IMO

Se o intestino preso vem acompanhado de barriga muito estufada, gases e piora com o aumento das fibras, vale investigar o excesso de microrganismos produtores de metano. O metano deixa o trânsito mais lento, e tratar esse supercrescimento, junto com a constipação, costuma trazer melhora nos dois sintomas. O diagnóstico é feito pelo teste respiratório realizado no consultório.

Atendimento em Belo Horizonte

No consultório do Bairro de Lourdes, a avaliação do intestino preso reúne consulta, tempo de trânsito, manometria anorretal e teste respiratório, o que agiliza o diagnóstico do tipo de constipação e o início do tratamento correto.

O intestino só funciona com laxante? Descubra o tipo de constipação com a Dra. Luciana Matoso em Belo Horizonte.

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Perguntas frequentes

Quantas vezes por semana é normal evacuar?

Considera-se normal uma frequência entre três vezes ao dia e três vezes por semana. Mas esforço, fezes endurecidas e sensação de esvaziamento incompleto também caracterizam constipação.

Laxante vicia?

Laxantes osmóticos, bem indicados, são seguros para uso prolongado. O uso crônico e sem orientação de laxantes estimulantes pode gerar dependência funcional e efeitos adversos. O mais importante é tratar a causa.

Comer mais fibras sempre resolve?

Não. Em quem tem trânsito lento ou dissinergia, aumentar muito as fibras pode piorar a distensão. Quantidade e tipo de fibra devem ser ajustados ao tipo de constipação.

Intestino preso pode causar barriga estufada?

Sim. Fezes retidas aumentam a fermentação e dificultam a eliminação de gases. O IMO pode causar as duas coisas ao mesmo tempo.

Quando o intestino preso é sinal de alerta?

Quando surge de forma recente após os 45 a 50 anos, ou vem com sangue nas fezes, anemia, perda de peso, mudança no calibre das fezes ou histórico familiar de câncer colorretal.

Tomar mais água resolve intestino preso?

Ajuda quando a ingestão é baixa, mas beber além da necessidade não trata a constipação crônica. O tipo de constipação define o tratamento.

Fontes e referências

Dra. Luciana Matoso: formação e credenciais

A Dra. Luciana Matoso é médica gastroenterologista em Belo Horizonte, com mais de 10 anos de formação e atuação em Gastroenterologia, Nutrologia e Clínica Médica. Sua prática é dedicada à saúde intestinal, à saúde da mulher e ao tratamento do sobrepeso e da obesidade, com acompanhamento multidisciplinar coordenado.

  • Medicina pelo Centro Universitário de Belo Horizonte.
  • Residência em Clínica Médica pelo Hospital Mater Dei e em Gastroenterologia pelo Hospital Life Center, com título pela Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG).
  • Pós-graduação em Nutrologia pela ABRAN e em distúrbios intestinais, eixo cérebro-intestino e manometria pelo Hospital Israelita Albert Einstein.
  • Especialização em Doenças Inflamatórias Intestinais pela Solare EducaHub. Membro do GEDIIB e do Instituto Brasileiro para Estudo da Doença Celíaca.
  • CRM-MG 63515 | RQE 53135 (Gastroenterologia).

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pela Dra. Luciana Matoso. As informações têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

Se você apresenta os sintomas descritos nesta página, procure um médico para avaliação individualizada. Em caso de dor intensa, sangramento, febre alta ou piora rápida do quadro, procure atendimento de urgência ou emergência. As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica ou diagnóstico individualizado. Não inicie, suspenda ou altere tratamentos sem orientação profissional.

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