Manometria anorretal em Belo Horizonte: o exame que avalia a evacuação

Manometria anorretal em Belo Horizonte para intestino preso, dissinergia e incontinência fecal: como é o exame, preparo, indicações e resultados.

Revisado por Dra. Luciana Matoso, CRM-MG 63515 | RQE 53135 · Última revisão em 23/09/2026

A manometria anorretal é um exame que mede as pressões e a coordenação dos músculos do reto e do ânus durante o repouso, a contração e a tentativa de evacuar. Ela identifica a dissinergia evacuatória, causa frequente de intestino preso que não responde a laxantes, e avalia casos de incontinência fecal. Em Belo Horizonte, a Dra. Luciana Matoso, com pós-graduação em manometria pelo Hospital Israelita Albert Einstein, realiza o exame no consultório do Bairro de Lourdes.

Quando o problema não é o intestino, mas a saída

Muitas pessoas com intestino preso já fizeram de tudo: mais fibras, mais água, mamão, ameixa, chás, vários laxantes. Ainda assim, precisam fazer muita força, sentem que "não sai tudo" e às vezes recorrem a manobras manuais para evacuar. Nesses casos, o problema pode não estar no ritmo do intestino, mas na musculatura que controla a saída das fezes.

A manometria anorretal é o exame que avalia essa musculatura. Ela mostra se os músculos do assoalho pélvico e do esfíncter anal relaxam quando deveriam, se o reto percebe o conteúdo de forma adequada e se existe força suficiente para conter gases e fezes.

O que o exame avalia

  • Pressão de repouso: a força do esfíncter interno, que mantém o ânus fechado sem esforço consciente.
  • Pressão de contração: a força voluntária do esfíncter externo, importante na continência.
  • Coordenação na evacuação: se, ao fazer força, a pressão do abdome aumenta e o ânus relaxa, como deveria.
  • Sensibilidade do reto: o volume necessário para perceber o conteúdo e sentir vontade de evacuar.
  • Reflexos: a resposta automática do esfíncter à distensão do reto.

Quando a manometria é indicada

  • Intestino preso que não responde ao tratamento habitual, especialmente com esforço excessivo e sensação de bloqueio.
  • Necessidade de manobras manuais para conseguir evacuar.
  • Sensação persistente de evacuação incompleta.
  • Incontinência fecal ou perda de controle de gases, inclusive após partos.
  • Suspeita de dissinergia evacuatória, quando o músculo que deveria relaxar se contrai.
  • Avaliação antes de cirurgias anorretais, em situações específicas.

Como é feito o exame

  1. O paciente deita de lado, e um cateter fino e flexível com sensores de pressão é posicionado no canal anal.
  2. São registradas as pressões em repouso e durante a contração voluntária.
  3. O paciente é orientado a simular a evacuação, enquanto o aparelho registra a coordenação muscular.
  4. Um pequeno balão é insuflado no reto para avaliar a sensibilidade.
  5. Em geral, o exame é complementado pelo teste de expulsão do balão.

A Dra. Luciana conduz o exame com explicações em cada etapa, privacidade e respeito, reconhecendo que muitos pacientes chegam com receio. A experiência na realização e interpretação do exame, adquirida na pós-graduação em manometria pelo Hospital Israelita Albert Einstein, faz diferença na leitura de resultados limítrofes.

Investigação clínica completa

A manometria faz parte de uma avaliação mais ampla. Antes de indicá-la, a consulta considera:

  • Histórico clínico: gestações e partos, cirurgias pélvicas ou anorretais, hemorroidas e fissuras.
  • Exames hormonais e laboratoriais: TSH, cálcio e glicemia, que interferem no trânsito.
  • Fatores metabólicos: diabetes de longa data, que pode afetar os nervos do intestino.
  • Sono e saúde mental: ansiedade e histórico de traumas podem interferir na coordenação muscular pélvica.
  • Uso de medicamentos: opioides, antidepressivos, ferro, cálcio e anticolinérgicos que deixam o intestino lento.
  • Estilo de vida: hábito de segurar a vontade de evacuar, postura no vaso e hidratação.
  • Relacionamento: dor nas relações sexuais e desconforto pélvico, que às vezes acompanham alterações do assoalho pélvico.

Em muitos casos, a manometria é associada ao tempo de trânsito intestinal, que mostra se o intestino também está lento.

O que o resultado muda no tratamento

AchadoConduta mais comum
Dissinergia evacuatóriaFisioterapia pélvica com biofeedback
Sensibilidade retal reduzidaReeducação sensorial e rotina evacuatória
Força esfincteriana reduzidaFisioterapia, ajuste do trânsito, avaliação complementar
Exame normalInvestigar trânsito lento, IMO ou intestino irritável

Limitações e cuidados

A manometria é um exame funcional e não substitui a colonoscopia quando há sinais de alerta, como sangue nas fezes, anemia ou perda de peso. Também não é indicada em situações de dor anal aguda intensa, como fissura em fase muito dolorosa, até que o quadro seja controlado. O resultado sempre é interpretado junto com os sintomas.

Usar laxantes estimulantes todos os dias sem saber o tipo de constipação pode mascarar uma dissinergia, que continua sem tratamento. Laxante nenhum ensina o músculo a relaxar. A fisioterapia com biofeedback, sim.

Saiba mais sobre o quadro completo em intestino preso (constipação).

Como se preparar e o que esperar no dia

O receio mais comum é o constrangimento. Por isso, cada etapa é explicada antes de começar, o exame é feito em sala reservada e o paciente pode interromper a qualquer momento para tirar dúvidas. Não há sedação, e você pode voltar às atividades normais logo depois, inclusive dirigir.

  • Antes: seguir o pequeno preparo intestinal orientado no agendamento e informar os medicamentos em uso.
  • Durante: responder aos comandos de contrair, relaxar e fazer força, como se fosse evacuar, e relatar as sensações quando o balão é insuflado.
  • Depois: o resultado é discutido na consulta, com explicação clara do que foi encontrado e do tratamento indicado.

Manometria e incontinência fecal

A perda involuntária de gases ou fezes é mais comum do que se imagina e raramente é relatada espontaneamente, por vergonha. Ela pode surgir após partos, cirurgias anorretais, com o envelhecimento ou associada a diarreia crônica. A manometria mostra se a força dos esfíncteres está reduzida, se a sensibilidade do reto está alterada ou se ambos ocorrem, informações que orientam a fisioterapia e o controle do ritmo intestinal.

Falar sobre o assunto é o primeiro passo para tratá-lo. No consultório, esse tema é abordado com naturalidade e sigilo, porque tem impacto direto na vida social, no trabalho e nos relacionamentos.

Por que a interpretação especializada faz diferença

A manometria gera muitas medidas, e várias delas podem ficar em zona limítrofe. Pessoas sem sintomas às vezes apresentam padrões alterados, e pacientes nervosos durante o exame podem não conseguir relaxar a musculatura, o que simula dissinergia. Por isso, o resultado é sempre cruzado com os sintomas, com o teste de expulsão do balão e, quando necessário, com o tempo de trânsito, antes de definir o tratamento.

Seu intestino só funciona com laxante ou exige muito esforço? Agende a avaliação e a manometria em Belo Horizonte.

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Perguntas frequentes

A manometria anorretal dói?

É um exame rápido, feito com cateter fino e flexível, sem sedação. Pode haver leve desconforto na inserção, mas a maioria dos pacientes tolera bem. Todo o procedimento é explicado antes, com privacidade.

Quanto tempo dura o exame?

Em geral, entre 20 e 40 minutos, incluindo as orientações e o teste de expulsão do balão.

Qual o preparo da manometria anorretal?

Normalmente é orientado um pequeno preparo intestinal antes do exame. As instruções detalhadas são enviadas no agendamento.

Para que serve o teste de expulsão do balão?

Ele verifica se o paciente consegue eliminar um pequeno balão com água colocado no reto dentro de um tempo esperado. A dificuldade reforça o diagnóstico de distúrbio evacuatório.

Depois da manometria, qual é o tratamento?

Se houver dissinergia, o tratamento de escolha é a fisioterapia pélvica com biofeedback. Em outras alterações, a conduta é definida conforme o resultado e os sintomas.

Fontes e referências

Dra. Luciana Matoso: formação e credenciais

A Dra. Luciana Matoso é médica gastroenterologista em Belo Horizonte, com mais de 10 anos de formação e atuação em Gastroenterologia, Nutrologia e Clínica Médica. Sua prática é dedicada à saúde intestinal, à saúde da mulher e ao tratamento do sobrepeso e da obesidade, com acompanhamento multidisciplinar coordenado.

  • Medicina pelo Centro Universitário de Belo Horizonte.
  • Residência em Clínica Médica pelo Hospital Mater Dei e em Gastroenterologia pelo Hospital Life Center, com título pela Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG).
  • Pós-graduação em Nutrologia pela ABRAN e em distúrbios intestinais, eixo cérebro-intestino e manometria pelo Hospital Israelita Albert Einstein.
  • Especialização em Doenças Inflamatórias Intestinais pela Solare EducaHub. Membro do GEDIIB e do Instituto Brasileiro para Estudo da Doença Celíaca.
  • CRM-MG 63515 | RQE 53135 (Gastroenterologia).

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pela Dra. Luciana Matoso. As informações têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

Se você apresenta os sintomas descritos nesta página, procure um médico para avaliação individualizada. Em caso de dor intensa, sangramento, febre alta ou piora rápida do quadro, procure atendimento de urgência ou emergência. As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica ou diagnóstico individualizado. Não inicie, suspenda ou altere tratamentos sem orientação profissional.

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