Tempo de trânsito intestinal em Belo Horizonte: o exame que mostra o tipo de intestino preso

Exame de tempo de trânsito intestinal com marcadores em Belo Horizonte: como funciona, preparo e como identifica o tipo de intestino preso para tratar.

Revisado por Dra. Luciana Matoso, CRM-MG 63515 | RQE 53135 · Última revisão em 23/09/2026

O exame de tempo de trânsito intestinal mede a velocidade com que o conteúdo percorre o intestino grosso. O paciente ingere cápsulas com pequenos marcadores visíveis ao raio X e, alguns dias depois, faz uma radiografia simples do abdome. A quantidade e a posição dos marcadores mostram se o trânsito é normal ou lento, e onde ele trava. Em Belo Horizonte, a Dra. Luciana Matoso utiliza o exame para identificar o tipo de constipação e escolher o tratamento correto.

Nem todo intestino preso é igual

Intestino preso é uma das queixas mais comuns no consultório, e também uma das mais mal compreendidas. Existem pelo menos três tipos de constipação: com trânsito normal, com trânsito lento e com dificuldade na saída das fezes. Cada um tem causas e tratamentos diferentes. É por isso que a mesma orientação que funciona para uma pessoa não faz efeito nenhum para outra.

O exame de tempo de trânsito intestinal responde a uma pergunta central: o intestino grosso está movimentando o conteúdo na velocidade esperada? A resposta muda completamente a estratégia de tratamento.

Como o exame funciona

  1. Ingestão das cápsulas: o paciente engole cápsulas contendo pequenos marcadores radiopacos, visíveis ao raio X.
  2. Rotina normal: nos dias seguintes, mantém alimentação habitual e evita laxantes, conforme orientação.
  3. Radiografia do abdome: no dia definido, é feita uma radiografia simples.
  4. Leitura do resultado: a médica conta os marcadores que permanecem e observa em que parte do cólon eles se acumulam.

Se a maior parte dos marcadores foi eliminada, o trânsito é considerado normal. Se muitos permanecem espalhados pelo cólon, sugere trânsito lento. Se se acumulam no reto e no final do intestino, sugerem dificuldade de saída, que é investigada pela manometria anorretal.

Quando o exame é indicado

  • Constipação crônica que não melhora com fibras, hidratação, atividade física e laxantes osmóticos.
  • Menos de três evacuações por semana de forma persistente.
  • Distensão abdominal importante associada ao intestino preso.
  • Planejamento de tratamento em pacientes com dependência de laxantes estimulantes.
  • Suspeita de alteração da motilidade associada a doenças neurológicas, diabetes ou uso de medicamentos.

Os três tipos de constipação

TipoO que aconteceTratamento mais indicado
Trânsito normalVelocidade adequada, mas desconforto e percepção de dificuldadeFibras solúveis, ajuste alimentar, abordagem do intestino irritável
Trânsito lentoO cólon se movimenta devagar e as fezes endurecemLaxantes osmóticos, secretagogos, procinéticos, tratar IMO se presente
Distúrbio evacuatórioMúsculos da saída não relaxam ao evacuarFisioterapia pélvica com biofeedback

Investigação clínica que acompanha o exame

O tempo de trânsito mostra o "como", mas a consulta busca o "porquê". A avaliação inclui:

  • Histórico clínico: desde quando o intestino é preso, tratamentos tentados, cirurgias e gestações.
  • Exames hormonais e laboratoriais: TSH (hipotireoidismo), cálcio, glicemia e hemograma.
  • Fatores metabólicos: diabetes, que pode comprometer os nervos do intestino.
  • Sono e saúde mental: estresse e depressão influenciam a motilidade intestinal.
  • Uso de medicamentos: opioides, antidepressivos, antialérgicos, ferro, cálcio e antiácidos com alumínio.
  • Estilo de vida: fibras, água, atividade física e o hábito de segurar a vontade de evacuar.
  • Relacionamento e rotina: desconforto em usar banheiros fora de casa, viagens e jornada de trabalho.

Quando há distensão importante junto com intestino preso, também pode ser indicado o teste respiratório para investigar IMO, o supercrescimento de microrganismos produtores de metano, que deixa o trânsito mais lento.

Limitações do exame

  • Não avalia lesões: sangue nas fezes, anemia, perda de peso ou constipação de início recente após os 45 a 50 anos exigem colonoscopia.
  • Depende do preparo: uso de laxantes durante o exame altera o resultado.
  • Não é indicado na gestação, por envolver radiografia.
  • Não diferencia sozinho todas as causas: por isso é combinado a outros exames, conforme o caso.

O uso prolongado de laxantes estimulantes sem saber o tipo de constipação pode causar cólicas, alterações de sais minerais e a sensação de que o intestino não funciona sem ajuda. A suspensão também deve ser orientada, e não feita de forma abrupta.

Do diagnóstico ao tratamento

Com o tipo de constipação definido, o tratamento passa a ser direcionado. A melhora costuma ser progressiva e, em muitos casos, envolve a equipe multidisciplinar, com nutrição e fisioterapia. Veja o quadro completo em intestino preso.

O que fazer durante os dias do exame

Um dos pontos mais importantes do exame é manter a rotina o mais próxima possível do normal. O objetivo é medir como o seu intestino funciona no dia a dia, e não em condições artificiais.

  • Alimentação habitual: não aumente nem reduza as fibras de propósito durante o período do exame.
  • Hidratação habitual: mantenha o consumo de água que você costuma ter.
  • Sem laxantes, supositórios ou lavagens, salvo orientação diferente da médica.
  • Anote as evacuações: dias, horários e aspecto das fezes, informação útil na interpretação.
  • Atividade física habitual: nem mais, nem menos que o normal.

Se durante o período houver dor abdominal intensa, vômitos ou distensão progressiva sem eliminação de gases, procure atendimento. Esses sinais não fazem parte do exame e precisam de avaliação.

Intestino lento: causas que o exame ajuda a revelar

Quando o resultado mostra trânsito lento, a investigação se volta para o motivo. Medicamentos são uma causa frequente e muitas vezes esquecida: opioides, alguns antidepressivos, antialérgicos, suplementos de ferro e cálcio. O hipotireoidismo, mais comum em mulheres, é outra causa clássica. O diabetes de longa data pode comprometer os nervos que controlam o intestino. E o IMO, supercrescimento de microrganismos produtores de metano, deixa o trânsito mais lento e costuma vir acompanhado de distensão.

Em uma parcela dos pacientes, não se encontra uma causa secundária, e o trânsito lento reflete uma característica própria da motilidade do cólon. Nesses casos, o tratamento é baseado em medicamentos que estimulam o trânsito ou aumentam a água nas fezes, ajustados com calma até encontrar a combinação mais eficaz.

Onde o exame é realizado

A orientação e a interpretação do exame são feitas pela Dra. Luciana, no consultório do Bairro de Lourdes, em Belo Horizonte. As cápsulas são entregues com as instruções, e a radiografia é feita no dia programado. O resultado é discutido em consulta, junto com os demais dados da investigação.

Quando o exame é combinado à manometria, os dois resultados são discutidos juntos, na mesma consulta.

Quer descobrir o tipo de intestino preso que você tem? Agende sua avaliação em Belo Horizonte.

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Perguntas frequentes

O exame de tempo de trânsito é invasivo?

Não. Consiste em engolir cápsulas com marcadores e fazer uma radiografia simples do abdome no dia indicado, sem sedação ou cateteres.

Posso usar laxante durante o exame?

Em geral, laxantes, enemas e supositórios são suspensos durante o período do exame, para não alterar o resultado. As orientações são individualizadas e enviadas no agendamento.

A radiação do exame é segura?

A dose de uma radiografia simples de abdome é baixa. O exame não é realizado em gestantes, e a indicação sempre pondera benefício e necessidade.

Qual a diferença entre esse exame e a manometria anorretal?

O tempo de trânsito avalia a velocidade do intestino grosso. A manometria avalia a musculatura da saída. Juntos, eles diferenciam trânsito lento de distúrbio evacuatório.

Meu trânsito deu normal. O que isso significa?

Significa que o intestino não está lento. Os sintomas podem estar ligados a intestino irritável com constipação ou a alterações da evacuação, que são investigadas por outros caminhos.

Fontes e referências

Dra. Luciana Matoso: formação e credenciais

A Dra. Luciana Matoso é médica gastroenterologista em Belo Horizonte, com mais de 10 anos de formação e atuação em Gastroenterologia, Nutrologia e Clínica Médica. Sua prática é dedicada à saúde intestinal, à saúde da mulher e ao tratamento do sobrepeso e da obesidade, com acompanhamento multidisciplinar coordenado.

  • Medicina pelo Centro Universitário de Belo Horizonte.
  • Residência em Clínica Médica pelo Hospital Mater Dei e em Gastroenterologia pelo Hospital Life Center, com título pela Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG).
  • Pós-graduação em Nutrologia pela ABRAN e em distúrbios intestinais, eixo cérebro-intestino e manometria pelo Hospital Israelita Albert Einstein.
  • Especialização em Doenças Inflamatórias Intestinais pela Solare EducaHub. Membro do GEDIIB e do Instituto Brasileiro para Estudo da Doença Celíaca.
  • CRM-MG 63515 | RQE 53135 (Gastroenterologia).

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pela Dra. Luciana Matoso. As informações têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

Se você apresenta os sintomas descritos nesta página, procure um médico para avaliação individualizada. Em caso de dor intensa, sangramento, febre alta ou piora rápida do quadro, procure atendimento de urgência ou emergência. As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica ou diagnóstico individualizado. Não inicie, suspenda ou altere tratamentos sem orientação profissional.

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